Olho-me para dentro e pergunto:
- Está aí alguém?
Respondo-me que não. Emigrei.
Ficou só espaço máquina inactiva.
Engrenagens calcinadas pela ausência de vida. Falta de gritos-gargalhadas-lágrima que oleiem este metal frio, que se me colocou no lugar do corpo adolescente a explodir de vontades.
Escolhi emigrar.
Sou mais fácil de gerir à distância.
É-me mais fácil gerir a distância.
O calor dos outros desvia-me.