Amo-te mais quando sorris.
Amo-te mais quando sorris.
É egoísta, bem sei.
Deve-se ao prazer que me proporciona ver-te feliz.
E à incapacidade que tenho em lidar com a minha impotência relativamente ao teu outro estado. Mais cinzento. Menos acessível. Que faz caroços na garganta e pesa no peito. E me impede de alcançar-te, aquecer-te, apertar-te.
Amo-te mais quando carregas os meus restos agarrados nas pregas da saia. Quando me deixas pertencer-te.
É egoísta. Querer-te também pelo que quero de mim em ti.
É egoísta querer-me e sentir-me os meus desenhos nos teus olhos e a forma como me vês. Que é melhor que aquilo que na realidade sou.