Entry: Assentir sentir. Sunday, June 17, 2007



Demasiado feliz para me sentir eu, sinto-te só a ti. Em cada órgão do meu corpo teu. Máquina de guerra que foi. É agora macio, para acolher-te. Para que te não assuste a minha crueldade. Monstro, que sou no íntimo. Forjado na aspereza dos dias, que me fizeram assim. Não escolhi ser uma bestinha. Ouvi só as entranhas revoltas com tudo em redor. Avessas à vida e aos outros. Teci esta armadura da pele, que me traía tantas vezes. Pela boca morre o peixe. Fiz-me aço. Guardei tudo o que era vivo numa caixinha. Que abro agora. Diante dos teus olhos armadilha. Cai-me a máscara. Dá-se o degelo. Aqueces tudo. Tenho o sangue a ferver nos canais. Leva-te a todo o lado. Todo este contentor humano cheio de ti. E os músculos doridos do ácido desse corpo estranho que se lhes entranhou na massa. A ceder. Aceder. Assentir sentir.

   1 comments

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June 20, 2007   05:05 AM PDT
 
Sinto coisas ridículas e extremamente desequilibradas por ti. Não é normal, desculpa, não é suposto ter o corpo assim. Dá ganas de cortar a carne e espalhar o sangue todo no mundo, todo o mundo mesmo! Quero fundir-me na tua pele, deixá-la fluir e misturar tudo! Abomino esta ordem.
Vem ser comigo.
Adoro-te :@

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